sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Ah, esse "grande" português.

Não sei qual era a altura de Cunhal, por isso, não posso dizer se era um português grande. Todavia, posso bradar aos quatro ventos que ele foi tudo menos um grande Portugês. E porquê?, perguntam os meus leitores da esquerda enviesada. Porque esse senhor de farfalhudas sobrancelhas era um pauzito-mandado de uma ideologia estrangeira aplicada num país onde nem sequer tinha tido origem. Explico: o marxismo -leninismo que o homem defendeu até ao último suspiro, (e que nada tem a ver com nosso país) foi uma ideologia perversa e pervertida cujos resultados são sobejamente conhecidos. Foi, também, por sua influência que o 25 de Abril decorreu como decorreu e é por sua causa, em parte, que hoje estamos como estamos.
Esse homem andou a depor a favor da "Primavera de Praga" e a lutar pela implantação da "ditadura do proletariado"... Por mim, só isso dava-lhe direito a um bilhete só de ida para a Sibéria. E democrata? Onde?
Enfim, não o deixem ganhar.

Menestrel

14 Comments:

At 10/2/07 20:43, Anonymous rosenberg said...

Um risco por cima da foto e uma esponja na história!

 
At 11/2/07 18:59, Blogger Pantera said...

Um belo assassino.

Abraços grandes

 
At 13/2/07 20:44, Anonymous monárquicoaserio said...

Nem mais! Sibéria com as cinzas dele! que fez ele por Portugal? nem teve a dignidade de estar preso, deu à sola com o resto da cambada. depois só veio quendo não havia perigo. grande herói!

saudacões

 
At 14/2/07 22:18, Anonymous José Cardoso de Menezes said...

Para mim era o Cunhal para a Sibéria e o Salzar para o Tarrafal!
Ah! Como os extremos se tocam!
VIVA D. AFONSO HENRIQUES!!!
Nobre guerreiro e político hábil e tolerante!

 
At 15/2/07 21:37, Anonymous rosenberg said...

"os extremos tocam-se"? Olhe que o Salazar não era Hitler! Não houve cá totalitarismo nenhum em Portugal! Ora essa. D. Afonso Henriques foi um grande português, mas não foi o grande português, na minha opinião.
Eu votei Salazar!

 
At 16/2/07 01:17, Anonymous José Cardoso de Menezes said...

Rosenberg,

Estava mesmo a falar do Salazar e do Cunhal.
Houve totalitarismo. Prisões políticas, eleições falseadas, polícia politica,assassinatos politicos (ex. Gen. Humberto Delgado), etc.
E Salazar foi um mau monárquico e um péssimo estadista. Não conhecia minimamente o território que governava (nunca foi a nenhuma colónia), fez uma boa gestão nos anos 30 mas arruinou o país nos anos sessenta (com a guerra).
Se fosse um estadista inteligente, fazia a guerra só em Angola que era a unica colónia economicamente interessante!
Diga-me uma coisa boa que Salazar tenha feito para além da recuperação financeira do final dos anos 20?(recuperação essa que segundo alguns economistas reputados, como é o caso do Prof. César das Neves, se fez em parte devido a conjuntura internacional!
Enfim mais um D.Sebastião que devia ir para a lista dos piores portugueses.
Do Cunhal nem vale a pena falar...Um individuo que apoia Estaline não merece que eu perca o meu tempo.

Cordialmente,

José Cardoso de Menezes

 
At 16/2/07 20:20, Anonymous rosenberg said...

Carrapatelo; Castelo de Bode; Santa Maria; av Marginal; estruturas eléctricas em Moçambique; estímulo à criação de gado em Angola... Chega? Pportanto dizer que Salazar foi um mau estadista é mentira e quanto a ser um mau monárquico não somos nós que o devemos julgar. se manteve a república sabia muito bem porquê.

 
At 17/2/07 19:25, Anonymous José Cardoso de Menezes said...

Caro Rosemberg,

Fome, Guerra Colonial (em que um soldado em treino de obus gastava 2500escudos por cada um que disparava, e o treino era de 5 disparos antes de ir para a Guerra), PIDE, ensino superior reservado a elites, isolamento internacional, coorporativismo estatal, censura, etc...Chega?
Sabe porque é que Salazar manteve a "República"? Porque estava agarrado de tal forma ao poder que não concebia um Estado em que ele não fosse(na realidade) a autoridade máxima!
PS: É claro que todos os estadistas têm aspectos positivos...Veja o cresciemnto do Chile com Pinochet, o sistema de saúde cubano com Fidel, o ou crescimento economico record da China (10% ao ano)!Isso é uma maneira de ver as coisas. Eu considero um bom estadista aquele que proporciona à maioria da população um bom nivel de vida.

 
At 18/2/07 18:01, Anonymous rosenberg said...

"Se soubesses o que custa mandar; preferias obedecer!" isto realmente é de um homem que foi agarrado ao poder. um verdadeiro abusador de cargos. Não quer dizer também que o ex-presidente do conselho morreu em grande riqueza?

 
At 18/2/07 21:38, Anonymous José Cardoso de Menezes said...

Caro Rosemberg:
Para mim um homem que está à frente de um país durante 36 anos é, de facto, um "abusador de cargos". Seria ele um rei(e dos absolutistas!) para se manter num cargo durante tanto tempo?Não me parece...
"Se soubesses o que custa mandar; preferias obedecer!" - é uma boa frase para um autocrata justificar o seu poder...Brincando um bocado com isto posso dizer que um homem muito rico disse a um faminto pedinte, enquanto comia marisco: "Se soubesses o mal que isto faz ao acido urico;preferias continuar a comer caldo".
Que eu saiba o Prof. Oliveira Salazar nãi enriqueceu com o seu exercicio abusivo do poder. Isso é algo que é meritório e unanimemente reconhecido.
Pena é para Portugal que o balanço do seu "mandato" de 36 anos tenha sido negativo...

 
At 30/8/07 22:30, Anonymous menestrel said...

Essa é a sua humilde opinião. A História existe para julgar bem melhor que nós (mas a História imparcial, não a história dos manuais escolares escritos pela via socialista...)

 
At 7/9/07 02:01, Anonymous José Cardoso de Menezes said...

Caro Menestrel,

O sr. diz-se monárquico mas louva Salazar que nem sequer teve a inteligência de Franco e, julgando ser eterno (caracteristica própria de quem sobe socialmente muito depressa)não nos devolveu o nosso Rei e controlava de uma forma abusiva a vida de SAR D.Duarte Nuno, obrigando-o aquele "exilio interno" perto de Coimbra.
O sr. fala de história, diz-se monárquico e defende (ou não vê a pequenez de um líder) que perseguiu a monarquia! O sr. fala de Rolão Preto e parece esquecer quem o perseguiu e obrigou a sair do país!
A História redigida pelos socialistas é, muitas vezes, parcial mas a sua História é confusa - não podemos simpatizar com Deus e com o Diabo!

 
At 10/9/07 22:35, Anonymous menestrel said...

Caro José de Menezes:

Apreciei do fundo do meu ser o seu raciocínio demagógico, deveras.

Mas tenho de o esclarecer, não queira esse "diabo" que me impute incorências...

Eu sou monárquico, sim, e custa-me a atitude de Salazar em relação à instituição monárquica, mas sei reconhecer, como estudioso objectivo, as atitudes negativas e positivas. Eu tenho uma avaliação supra-positiva do Estado Novo. V. exc. não tem, porém como democrata que diz ser, tem de respeitar a minha opinião.

Por outro lado, se Salazar controlava a vida da casa de Bragança, também não se perdeu nada, porque eu sou dos monárquicos que defende que a partir do momento que a dinastia bragantina se vergou à Constituição, perdeu a legitimidade do Antigo Regime (salvo excelso D.Miguel) para governar.

(Já agora aconselho-o a ler uns livritos sobre o assunto Salazar/ Monarquia; se me permite mesmo o atrevimento, sugiro "Salazar e a Rainha")

Agora não fale em perseguição, que já é abusivo. Escreva, justamente "esquecimento e ingorância propositada" por parte do estadista. A perseguição movida sim, a Rolão Preto prende-se com o facto do seu apoio à candidatura do G. Humberto Delgado, mas isso foi uma escolha que o nosso Nacional-sindicalista fez e sabia que lhe ia custar caro num regime autoritário. Não se confunda.

E aqui tem Hitória, com "H" maiusculo, sem dramas, nem enganos. (ah! e pactos com o diabo, cruzes! Só com Deus)

melhores cumprimentos.

 
At 10/9/07 22:43, Anonymous menestrel said...

Um pormenor omitido por esquecimento ao reler o texto: as quezílias entre Salazar e Rolão Preto, apesar de atingirem o climax com o apoio do segundo ao MUD, começaram antes, atenção, nomeadamente pelo discurso feito no S. Carlos.

Agora, tal qual como escrevi, Rolão Preto sabia o que lhe iria acontecer ao criticar abertamente o regime.

O salazarismo, apesar de positivo não foi perfeito. Perfeito, para mim, seria se tivesse colhido a influência nacional-sindicalista que Rolão Preto queria aclimatar... Mais corporativismo e mais disciplina.

Aí está.

 

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